Wednesday, September 05, 2007

Será que isso aqui ainda funciona...????

Estou fazendo um teste aqui, nem lembrava mais desse blog.
Pra falar a verdade, acho que ninguém do clube lembra...

Está na hora de mudar isso!

Saturday, April 09, 2005

"Não teve clube. Não foi possível, não poderia fazê-lo sozinha! hehe

Então, G.H.!

Precisa falar?
Estava terminando Kafka, "O Processo", e resolvi terminar correndo pra ter tempo de reler G.H. até o dia 27. Que igenuidade, como se isso fosse possível! Deixei Kafka de lado, esperando um pouquinho, pra ler G.H. Nossa! Nunca Clarice foi tão fácil! E nunca fez tanto sentido tb não!
Impressionante. Muito bom mesmo.
Essa leitura me lembrou muito o primeiro clube de Clarice, sobre a própria personagem de G.H.
Dessa vez tb eu saí sublinhando e fazendo comentários no livro inteiro.
Olhem esse parágrafo:
"Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, asustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o se exepcional é arrasado, o ser gritante."
Ah, nem sei mais, estou perdida em GH. São tantas coisas. Eu tenho uma média de quase uma frase sublinhada a cada duas páginas. Tenho certeza que cada uma delas daria uma puta duma discussão. Por exemplo:
"É preciso coragem para me aventurar numa tentativa de concretização do que sinto"
Caralho!
Primeiro: concretização do sentir. O que seria isso? Colocar em prática tudo o que sinto/penso? Mas o sentir já não seria a prática? E o pensar? Seria, no caso, fechar os olhos, jogar pro alto e sentir, com todas as suas forças, do fundo do seu ser? Mas o sentir "superficial" e "fraquinho" já não é um precipício, em si? (qualquer forma de sentir já não seria uma ousadia?) Acho que seria o "não ter medo de sentir", a concretização do sentimento. Mas não sei, o que é isso?
Segundo: aventura. Claro que é uma aventura. Qualquer expedição para dentro de nós mesmos é uma aventura. Sabe-se lá o que podemos encontrar né. É mais seguro uma expedição à Amazônia inexplorada, ou atravessar o Saara, e depois o Oceano Pacífico sozinhos e despreparados, do que olharmos para dentro de nós mesmos e fizermos uma "expedição" ao nosso eu e nos propusermos a explorá-lo. Despreparados, sempre.
Daí a coragem. Tem que ser muito macho mesmo para se conhecer. Aliás, muito louco, isso sim.

E isso foi só uma interpretação que eu tive da frase isolada!" Por Strachi a 03/04/05

"Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Essa é provavelmente uma das maiores dúvidas que a literatura brasileira desperta. (Outra seria: Como o Paulo Coelho chegou à ABL? hehe)
Eu acho que sim, o Ghost acha que não e a Vivis não tem opinião.
Eu acho que sim porque, ao contrário de muitos que dirão que a narrativa é dele, do chifrudo, e portanto ele faz o leitor a crer que foi traído, eu me detive aos fatos ocorridos durante a narrativa, por exemplo: fulano foi à casa de beltrano. E não: fulando pensou assim e se sentiu dessa maneira. Isso porque os primeiros são fatos (e se não o considerarmos dessa maneira não teremos base para se discutir nada), já os segundos são impressões subjetivas e pessoais, de uma pessoa que se considera traída.
Portanto, com base nos fatos narrados no livro, eu imaginei uma trama e concluí que Capitu traiu sim Bentinho.
Surgiu outra discussão: o relacionamento dos protagonistas. Imaginamos que o relacionamento de Capitu e Bentinho não faz muito sentido, visto que ela é uma mulher muito inteligente e toda-poderosa, e ele um bosta n'água completo (consenso). Mas não é que o coração possui razões que a própria razão desconhece? hehe
É possível um relacionamento entre duas pessoas tão diferentes? Opostos se atraem? Ou não, e Capitu foi procurar em Escobar algo que Bentinho não a fornecia? Será realmente que somos tão simplórios assim para acreditar que uma pessoa trai outra simplismente porque o seu companheiro(a) não lhe deu aquilo que queria?
Retornarmos a "Closer" e a discussão sobre traição.
(se estivéssemos no segundo ano ainda, com certeza o tema central dessa "fase" do clube seria traição, quanta coisa!)
Capitu teria motivos para trair Bentinho? E alguém precisa de motivos para trair?
Capitu não amava Bentinho? Eu acho que sim, com todo o coração dela. Não é só porque ele é um bosta que ele não é amável. Aliás, todo coitadinho não procura por alguém que cuide dele?
Enfim!
O Saulo não estava presente, mas alegou que acredita que ela traiu sim, devido aos "olhos de ressaca". Não tinha pensado nisso. Faz sentido, todo sentido. " Por Strachi a 20/03/05

Saturday, March 12, 2005

Amor, traicão e relacionamentos

Ia ser um comentario mas comecou a ficar longo então.....

Porra nenhuma. Acho q(como de costume) não concordo com nada do q vc disse Strachi. Acho q sexo esta diretamente relacionado com os sentimentos. Bom na verdade concordo com vc poder fazer qq coisa q quiser. Mas vc tem q levar em consideracão q a outra pessoa tb pode, oq leva a conclusão obvia de q tudo tem consequencias. Um relacionamento monogamico estavel é um acordo entre duas pessoas cujo um dos termos e que se abdica a liberdade de "trair". De q serve isso? Depende pra alguns traz seguranca pra outros traz ilusões, para a maioria traz felicidade(em algun nivel).

Quanto a ideia utopica da Vivis de gostar de alguem e de seu sentimento por essa pessoa a tal ponto que independente do que ela faca vc continuara feliz. Isso me lembra o filme "Adaptacão":

"KAUFMAN
...I admire you, Donald,
y'know? I spend my whole life paralyzed
worrying what people think of me and you -
- you're just oblivious.

DONALD
I'm not oblivious.

KAUFMAN
No, you don't understand. I say that as
a compliment. I really do.
(beat)
There was this time in high school. I
was watching you out the library window.
You were talking to Sarah Marsh.

DONALD
Oh, God. I was so in love with her.

KAUFMAN
I know. And you were flirting with her.
And she was really sweet to you.

DONALD
I remember that.

KAUFMAN
Then when you walked away, she started
making fun of you with Kim Canetti. It
was like they were laughing at me. You
didn't know at all. You seemed so happy.

DONALD
I knew. I heard them.

KAUFMAN
How come you looked so happy?

DONALD
I loved Sarah, Charles. It was mine,
that love. I owned it. Even Sarah
didn't have the right to take it away. I
can love whoever I want.

KAUFMAN
She thought you were pathetic.

DONALD
That was her business, not mine. You are
what you love, not what loves you.
That's what I decided a long time ago. "

Eu consigo entender o ponto de vista de q o seu amor é seu e é amar que define é não ser amado, oq levaria ao não importar oq a outro pessoa faca. Mas, porem, entretanto, cotudo, todavia é interresante lembrar q isso não passa de ilusão. Se vc ama uma pessoa e ama seu sentimento por ela, é perturbante ver essa pessoa se denegrindo, então existe pelo menos uma coisa q mudaria(não nescessariamente acabaria) o seu sentimento por ela. Mas principalmente, eu acho q quando uma pessoal q esta envolvida no que seria uma relacão monogamica e estavel, sai dela a procura de outras pessoas, o relacionamento não esta satisfazendo essa pessoa, seja sexualmente ou emocionalmente.

Acho q a respeito de relacionamentos o texto q melhor os descreve é o soneto da fidelidade de Vinicius de Moraes:

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Pronto agora acho q o eterno chegou ao fim de sua duracão.

Friday, February 18, 2005

Alguém tem que começar...

Quero pedir desculpas aos meus companheiros de blog por tomar para mim o direito de escrever o primeiro “grande” post. Como já sabem, já tenho um outro blog que eu amo demais há quase 2 anos, mas mesmo assim fiquei muito feliz com a criação deste aqui, onde meus amigos queridos do Clube de Leitura vão dividi-lo comigo.

Acho que seria interessante aos leitores saberem que diabos de clube de leitura é esse e de onde surgiu. Ele começou em 2001 com a iniciativa de um professor fenomenal que ia a tarde à escola discutir livros com moleques de segundo ano (e sem cobrar por isso). Nos apegamos tanto que, mesmo depois de formados e de nosso professor ter nos abandonado, continuamos a nos ver e a discutir obras de nossa escolha.

Quero ser a primeira a dizer aqui o quanto eu apoio e adoro essa idéia de fazer um blog para a máfia! Espero que outros se juntem a nós para os debates.

Beijos para todos e longa vida a MÁFIA!!!! \o/

Ao som de: REM - Losing My Religion
(costume em colocar sempre uma trilha para cada post, não liguem para isso não).

Novos Mundos

Bem, cá estou eu no mais novo blog da net. Não posso deixar de fazer propaganda do meu blog querido: ENTREM WWW.FRANJASNATESTA.BLOGGER.COM.BR !!!!!!!



Muito obrigada pela atenção e longa vida ao Clube de Leitura!